Home Saúde Emocional -Textos Ciência e o conceito de defesa psicológica
Ciência e o conceito de defesa psicológica PDF Imprimir E-mail
José Maria Martins   
Qual é o status científico atual do conceito de defesa psicológica. Existe algum fundamento sólido que nos permita aceitar, por exemplo, a existência da repressão?

Descrito por Freud, integrado à psicanálise e a outras abordagens terapêuticas, observado na clínica e explorado na literatura, o conceito de defesa foi alvo de muitas críticas de cientistas e filósofos, principalmente sob a alegação de que é implausível, pois não poderiam existir dois eus, um que reprime e um que é reprimido. Mas, de fato, já vêm de longa data os experimentos que confirmam sua existência. São muitas e complexas as provas, contra-provas, contra-contra-provas, etc.. Discutirei apenas umas poucas pesquisas, que acredito serem suficientes para dar uma idéia da coerência da teoria e do peso das evidências existentes.

Para a maioria dos terapeutas que usa o conceito, uma defesa psicológica é uma estratégia para se evitar/eliminar a ansiedade provocada pela constatação de que existe algum pensamento, ou impulso à ação que levaria a uma punição, culpa, sentimentos de desvalor, etc. Seu objetivo é manter determinadas ameaças afastadas da consciência.

Na visão psicanalítica, suas bases encontram-se freqüentemente nas relações conflituosas entre pais e crianças e este conflito existe porque certos objetivos da pessoa e os da sociedade são inevitavelmente incompatíveis. Para outros, como os teóricos existenciais, os objetivos tornaram-se incompatíveis apenas devido a um desenvolvimento inadequado da sociedade. Aqui, como vimos na discussão da cientificidade das hipóteses freudianas, utilizamos um conceito de ansiedade abrangente e, como conseqüência, também o de defesa será mais amplo. Ele inclui os diversos mecanismos descritos pelos autores clássicos, mas considera que são desencadeados diante de qualquer ameaça de sofrimento, de qualquer emoção desprazerosa, negativa em si mesma ou cuja manifestação poderia ser punida ou causar culpa. Não faz sentido restringir a manifestação das defesas a qualquer conteúdo específico, seja a relação com os pais, sejam conflitos sexuais.

O mecanismo de defesa mais comum é a repressão, aquela operação psíquica cuja finalidade é fazer desaparecer da consciência algum conteúdo que despertaria sentimentos desagradáveis. Vejamos alguns dos estudos relevantes sobre ela. Gostaria de começar com alguns antigos experimentos em neurofisiologia que constituem uma demonstração inequívoca de que o sistema nervoso central não recebe passivamente o que chega a ele, mas controla até mesmo a atividade sensorial periférica, isto é, controla a estimulação que chega ao córtex, bloqueando-a, atenuando-a ou intensificando-a. Em sua passagem para a consciência, as mensagens sensoriais encontram barreiras que ora estão abertas, ora fechadas. A existência de tais mecanismos neurofisiológicos de controle central dá plausibilidade e consistência ao conceito genérico de defesa.

Hernandez-Peón, Scherrer e Jouvet (1956) realizaram um engenhoso experimento fisiológico em que registraram a descarga elétrica (o potencial) das células nervosas situadas logo após o órgão sensorial auditivo, o núcleo coclear, em seu caminho para o cérebro de um gato. A cada vez que faziam um som atingir os ouvidos do gato, eles podiam determinar a intensidade e a freqüência dos impulsos nervosos nesta área. Depois de terem determinado adequadamente o nível normal de atividade elétrica em resposta aos sons, eles introduziram três estímulos não-sonoros. Ao mesmo tempo em que ocorria o som, eles mostravam ao gato dois ratos, ofereciam-lhe odor de peixe fresco para cheirar ou lhe davam um pequeno choque na pata. Note-se que três categorias diversas de estimulação foram utilizadas.

Surpreendentemente, diante de qualquer um dos três estímulos, a atividade elétrica detectada logo após o núcleo coclear diminuía sensivelmente em comparação com a resposta ao mesmo som emitido sem a presença dos novos estímulos. Isto sugere que a entrada de uma mensagem no cérebro pode ser inibida ou bloqueada por um mecanismo central. Mesmo sem ainda compreendermos bem como funciona este processo de inibição, sua existência indica claramente a plausibilidade fisiológica dos mecanismos de defesa. O sistema nervoso é capaz de fazer aquilo que a muitos parecia impossível, isto é, selecionar e modificar os estímulos antes de eles serem processados conscientemente.

Outros pesquisadores (Galambos et al, 1956) demonstraram a ocorrência do mesmo fenômeno em outras modalidades sensoriais, além da auditiva. E nesta, avançaram um passo quando, utilizando um arranjo experimental semelhante ao de Hernandez-Peón, conseguiram provocar uma atividade agora aumentada em resposta ao mesmo som. Eles inicialmente associaram o som a um choque subseqüente. Tão logo o gato aprendia que o som era um aviso de choque, a simples apresentação do som passava a provocar uma descarga elétrica muito maior que aquela em resposta ao som não previamente associado ao choque. De novo, vê-se aí uma atividade de controle central. Através do processo de aprendizagem o sistema nervoso torna-se mais sensível, reage de forma diferente ao mesmo estímulo.

Num experimento ainda mais sugestivo, eles conseguiram mostrar que o sistema nervoso pode exercer este controle a partir dele próprio, sem estímulos externos que estejam competindo com o auditivo, como ratos e peixes, e sem um sinal de perigo externo, como no caso do choque. Estimulando diretamente uma parte do cérebro, o núcleo olivar superior (parte do centro subcortical do sistema auditivo), Galambos e seus colegas (1956) conseguiram o mesmo efeito de reduzir a resposta ao estímulo sonoro.

Outros experimentos (Melzack and Wall, 1968; Clark and Hunt, 1971) identificaram um mecanismo similar (gating) no caso da dor. Parece haver também um consenso no campo da psicologia cognitiva (Maddi, 1996, p. 259) sobre o conceito de atenção seletiva, segundo o qual, no processamento humano da estimulação, há um grande controle do sistema nervoso central sobre os estímulos periféricos. De acordo com essa concepção, os estímulos que chegam ao cérebro seriam inicialmente armazenados em forma bruta e submetidos a um processo grosseiro de categorização. Isto é condição necessária para que possam ser processados, numa segunda etapa, no sistema da memória de curto prazo, quando então, e só então, se tornam conscientes. Na primeira etapa, apesar de ainda não conscientes, já seriam capazes de desencadear os mecanismos de defesa. Depois, dependendo da relevância, da repetição, do sentido, etc., seriam integrados, numa terceira etapa, ao sistema da memória a longo prazo.

Mais recentemente, é de extrema relevância o trabalho de LeDoux (1987, 1995, 1996) sobre o cérebro emocional. Ele demonstra, a partir de um longo e sofisticado trabalho em seu laboratório de neurofisiologia, que o sistema emocional funciona de forma independente do sistema cognitivo consciente e que pode ser condicionado de forma inconsciente. Uma de suas contribuições é exatamente a de ter explicitado as bases biológicas do funcionamento cerebral inconsciente. Ele refere-se a memórias emocionais inconscientes, no sentido de memórias que simplesmente não estão disponíveis à consciência, distinguindo-as de memórias que inicialmente eram conscientes e depois foram reprimidas.

Certos pacientes que têm uma lesão no sistema de memória do lobo temporal são incapazes de se lembrar do que aconteceu com eles cinco minutos antes. Se você expuser esses pacientes a um som qualquer, associado com um choque elétrico, e mais tarde apresentar-lhes o som de novo, seu sistema nervoso autônomo reagirá, mas eles não têm nenhuma memória consciente da experiência que provocou essa reação. A memória está ali no cérebro, afetando o sistema nervoso autônomo e o responsável pela ação, mas o paciente não se lembra de nada.

Há um caso famoso que ilustra esse ponto. Uma paciente de Claparède sofria de uma amnésia severa. A cada dia ela tinha de ser reapresentada ao seu médico, pois não o reconhecia. Um dia o médico colocou um pequeno alfinete na mão e entrou para cumprimentá-la. Quando se deram as mãos, ela recebeu uma alfinetada. Ele então saiu da sala, retornou logo depois e perguntou-lhe se ela já o tinha visto antes. Ela respondeu que não, mas quando ele estendeu a mão, ela imediatamente recuou a sua. A memória implícita de que o aperto de mão era perigoso estava inscrita em seu cérebro e isso permitiu que ela evitasse ser alfinetada de novo. Ela tinha um conhecimento implícito do fato, mas não era capaz de falar dele porque não podia se lembrar da experiência que o tinha provocado. A amígdala estava formando suas memórias, mas o sistema de memória do lobo temporal (hipocampal) não o estava.

As pessoas fazem todo tipo de coisas por motivos dos quais não têm consciência porque o comportamento é produzido por sistemas cerebrais que operam inconscientemente. Como hoje se encontra bem demonstrado, não só clinicamente, mas também no que diz respeito aos seus mecanismos neurofisiológicos, as emoções podem ser desencadeadas por estímulos que passam diretamente do tálamo para a amígdala, aí iniciando o processo emocional sem a participação da atividade avaliadora cortical. Isto é, as emoções podem ser provocadas independentemente de qualquer atividade cortical consciente.

Normalmente esses dois sistemas trabalham em paralelo, criando nossas memórias emocionais conscientes e inconscientes. Estas últimas não são inconscientes por terem sido reprimidas ou recalcadas, mas porque não foram formadas pelo sistema de memória consciente, mas sim através de vias que levam informação diretamente à amígdala sem antes passar pelo córtex, que é onde precisamos processá-la para saber exatamente do que se trata. Nós nos tornamos conscientes delas depois, quando já estão se manifestando. Ora, se o processamento usual ocorre fora da consciência, também a defesa pode ocorrer. Não é preciso um outro eu para que ela seja plausível, pois se trata de um mecanismo automático desencadeado diante do sofrimento, de forma semelhante àquele em ação no cérebro do gato diante do rato.

A conexão da amígdala com o córtex não é simétrica. A amígdala projeta fibras de volta para o córtex de forma mais intensa que o córtex projeta para a amígdala.. Uma conseqüência é que a capacidade da amígdala de controlar o córtex é maior que a capacidade do córtex de controlar a amígdala. Por isso é tão difícil, por exemplo, controlar a ansiedade ou eliminar uma emoção já desencadeada. Hormônios e outras substâncias que agem por um longo período são liberados no corpo ao iniciar-se o processo emocional, retornam ao cérebro e tendem a mantê-lo em determinado estado. É muito difícil para o córtex encontrar uma forma de atuar sobre a amígdala e desligá-la.

Por esses motivos, as terapias predominantemente verbais são um processo longo e difícil. Além de ser impossível o acesso a determinadas memórias, o córtex está usando um canal imperfeito de comunicação para tentar controlar a amígdala. A amígdala pode controlar o córtex muito facilmente, porque tudo que tem a fazer é ativar muitas áreas de uma forma genérica. Mas, para o córtex, desativar todas aquelas áreas (de forma seletiva, do contrário desligaria o cérebro todo) é uma tarefa muito mais difícil.

Em períodos de estresse intenso as funções de memorização explícita do sistema de memória do lobo temporal são afetadas. O estresse é usualmente definido fisiologicamente pela quantidade dos chamados hormônios do estresse da supra-renal. Essas substâncias são liberadas, lançadas na corrente sanguínea e atingem o cérebro. O hipocampo e a amígdala estão entre seus alvos. Esses hormônios afetam de forma adversa o hipocampo. Eles tornam muito difícil, por exemplo, induzir a potenciação a longo prazo (o mecanismo hipotético de fixação da memória) no hipocampo e ele começa a se fechar fisiologicamente. Isso explica a deterioração da memória observada no estresse crônico. Também a aprendizagem espacial sofre interferências. Se o estresse se prolonga no tempo, os dendritos começam a se encolher, e se vai ainda mais longe, as células começam a morrer e o hipocampo começa a diminuir em tamanho.

Digamos que uma pessoa seja assaltada ou violentada. O sistema de estresse libera todos os seus hormônios (provavelmente como resultado de a amígdala ter detectado a ameaça e ativado o sistema hormonal de estresse). Os hormônios atingem o cérebro e o hipocampo pode ser afetado a ponto de não conseguir formar uma memória consciente desta experiência. Mas a amígdala é potenciada, de tal forma que não só forma a memória, mas o faz de forma melhor que antes. Assim, as mesmas condições que podem causar uma interferência com a memória hipocampal consciente podem também levar a uma facilitação das memórias emocionais inconscientes através da ativação da amígdala. É perfeitamente concebível, a partir do que se sabe hoje em neurociência, que alguém possa passar por um trauma e continuar sofrendo suas conseqüências emocionais mesmo sem ter nenhuma memória consciente dele.

LeDoux afirma enfaticamente que uma conseqüência lógica então é que não se pode, através de técnicas psicológicas, de apoio ou de terapia, trazer de volta essas memórias, simplesmente porque não é possível tomar uma memória que não foi codificada através do hipocampo e transformá-la em memória hipocampal. A amígdala tem suas memórias e não as partilha com o hipocampo, porque eles fazem as coisas de forma diferente. Eles se comunicam entre si, mas seus sistemas de codificação e representação são diferentes. Não se pode simplesmente retirar uma informação da amígdala e transpô-la para um formato que o hipocampo possa ler.

Este tipo de trabalho tem muito a nos ensinar sobre a psicologia da memória, e não apenas sobre detalhes biológicos. Por exemplo, ele nos permite compreender um fato observado milhares de vezes nos workshops de restauração emocional: é comum, após a eliminação dos bloqueios por técnicas específicas, as pessoas relatarem emoções intensas sem, entretanto, conseguir associá-las com as situações que as provocaram. Elas dizem “estou muito triste”, “estou com uma raiva imensa”, ou “estou com medo”, mas não sabem por que motivo. São memórias emocionais que se formaram antes do desenvolvimento da linguagem ou em situações em que o hipocampo estava total ou parcialmente inibido. Uma das implicações óbvias é que seria uma violência impor ao cliente, direta ou indiretamente, qualquer explicação ou interpretação (defesa, memória encobridora, motivos inaceitáveis para a causa da emoção, etc.). Assim, nenhuma interpretação é feita. Por outro lado, quando existe um processo ativo de repressão associado a alguma memória, e ele é desfeito, a memória automaticamente emerge junto com a emoção; neste caso, torna-se desnecessário realizar qualquer interpretação.

Associando essas descobertas às dos experimentos sobre as reações psicogalvânicas inconscientes diante de estímulos verbais que provocam ansiedade, fica ainda mais evidente que o cérebro é capaz de reagir emocionalmente de forma inconsciente e que uma reação apenas incipiente pode, também de forma inconsciente, desencadear os mecanismos de inibição e defesa.

A resposta psicogalvânica, ou resposta galvânica da pele (RGP), facilmente detectável com um aparelho simples, é uma indicação da condutividade elétrica da pele, que aumenta quando o suor aumenta. A intensificação da sudorese geralmente indica uma ativação emocional, como a ansiedade. Muitos experimentos extremamente esclarecedores foram realizados utilizando-se a RGP.

Cleary e Lazarus (Maddi, 1996, p. 248) por exemplo associaram sílabas sem sentido com um choque elétrico. Mais tarde apresentaram aos participantes do experimento (que certamente recebiam alguma compensação por aceitarem tantos choques) uma longa série de sílabas, na qual se incluíam as primeiras. A apresentação era feita com o taquistoscópio, que permite a apresentação do estímulo visual numa velocidade tão rápida que não é possível a percepção consciente. Entretanto, mesmo sem terem consciência do que “viam”, todos reagiram com ansiedade, medida pela RGP, diante das sílabas previamente associadas ao choque, mas não diante das outras.

A resposta psicogalvânica é a base do detector de mentiras, que só não é totalmente confiável porque depende da suposição (em geral, mas nem sempre, correta) segundo a qual todas as pessoas demonstram alguma ansiedade quando mentem e que ela pode ser captada pela RGP. Na maioria das vezes, ele funciona. Um complicador é que a ansiedade pode se dever a outros fatores que não o fato de a pessoa estar mentindo.

Mas nos experimentos científicos é possível controlar cuidadosamente as diversas variáveis que poderiam interferir no resultado. Outros experimentos bem controlados mostram que palavras-tabu e palavras relacionadas com áreas de conflito (previamente identificadas através de testes) tomam mais tempo para serem reconhecidas e provocam reações emocionais inconscientes (Maddi, 1996, pp. 248/50).

Temos então quatro fatos que, em conjunto, nos dão uma segurança razoável com relação à existência dos mecanismos de defesa:

  1. o cérebro funciona em grande parte de forma inconsciente (aliás, isso é a regra geral no organismo, como no controle da digestão, circulação, temperatura, etc.; de fato, a consciência e a linguagem são a exceção, não a regra, na evolução);
  2. o sistema emocional reage e aprende inconscientemente;
  3. existem mecanismos cerebrais centrais de controle e seleção de estímulos e
  4. tais mecanismos são ativados diante de situações geradoras de ansiedade.

Em resumo, o cérebro aprende, reprime e cria distúrbios inconscientemente, ao tentar evitar ou eliminar sentimentos/emoções indesejados. São dois os meios utilizados para este fim: os mecanismos de defesa – principalmente a repressão, que ocorre eliminando-se da consciência a idéia, a memória ou a imagem que provoca o sentimento desagradável – e/ou a inibição do desenvolvimento pleno de um processo emocional que já foi desencadeado. A interferência no funcionamento natural dos processos emocionais encontra-se na origem da maioria dos transtornos emocionais e psicossomáticos, pois interferir neles é, simultaneamente, interferir nas funções vitais e nos mecanismos biológicos auto-reguladores do organismo.

É essencial a distinção entre o sofrimento desnecessário causado por esses fatores e a inescapável dor emocional que acompanha a existência, advinda do confronto com o lado duro da realidade humana. Esta é parte integrante de nossa sina. Não fosse assim, não nasceríamos todos equipados com a estrutura biológica para o medo, para a raiva e para a tristeza. Nisso a natureza é irredutível. Ela não nos permite aceitá-la só pela metade, isto é, só a parte que nos agrada. É tudo ou nada. Dito de outra forma, só através do confronto pleno com a realidade e da aceitação das emoções negativas dele resultantes é que poderemos também desfrutar plenamente da alegria, do amor, do êxtase e do prazer da liberdade interior.


Referências:

CLARK, W. C., & HUNT, H. F. Pain. In J. Powney et al (Eds.), Physiological basis of rehabilitation medicine. Philadelphia: Saunders, 1971.

GALAMBOS, R., SHEATZ, G. & VERNIER, V. G. Electro-physiological correlates of a conditioned response in cats. Science, 123, 376-377, 1956.

HERNANDEZ-PEON, R., SCHERRER, H. & JOUVET, M. Modification of electric activity in the cochlear nucleus during attention in anesthetized cats. Science, 123, 331-332, 1956.

LeDOUX, Joseph E. Emotion. In Plum and Moutcastle (eds.), Handbook of Physiology. The Nervous System. Higher Functions. Washington: American Physiological Society, 1987.

________, In search of an emotional system in the brain. In E. Gazzaniga (Ed.), The Cognitive Neurosciences. Cambridge: MIT Press, 1995.

___________, O cérebro emocional. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 1996.

MADDI, Salvatore. Personality theories – A comparative analysis. San Francisco: Brooks/Cole, 6th. Ed., 1996.

MELZAK, R., & WALL, P. D. Gate control theory of pain. In A. Soulairac et al. (eds), Pain. New York, Academic Press, 1968.